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Para quem gosta de pop-rock / hard rock sem
aparência de plástico, o novo disco dos Stereophonics é uma boa pedida. A banda, que é do País de Gales, acaba de lançar o CD Pull The Pin, aumentando seu bom currículo, que também possui os bacanas Just Enough Education To Perform e Language. Sex. Violence. Other?.
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Os vocais são sempre limpinhos, os timbres sempre pouco inovadores. Mas, de alguma maneira, os Phonics conse-guem fazer um pop bastante interessante, fugindo do lugar-comum. Nesse disco, isso é possível ser notado desde a música de abertura, a pesada “Soldiers Make |
Good Targets”. Destaque também para a rápida “I Could Lose Ya”.
Nem só de peso pop vive Pull The Pin: há algumas baladas bem sacadas, que conseguem ser pop sem serem melosas, caso, por exemplo, de “Bright Red Star” e de “Drowning”.
O disco, no geral, pega carona num clima já consolidado pelo Black Rebel Motorcycle Club (banda que também pega carona, só que no Jesus & Mary Chain). De carona em carona, os Stereophonics acabam chegando a um lugar de paisagem legal. Nenhum cartão postal, é verdade. Mas vale a visita.
Por Davi Rodriguez (davidavi@gmail.com)
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| AMARGURA BLASÉ |
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No início dos anos 2000, o Interpol trazia
seus hits à baila: “Turn On The Bright
Lights” e“NYC”, por exemplo. O ar blasé e
seus terninhos bem aprumados os coloca-
vam com uma alternativa pós-punk aos
roqueiros desmazelados do The Strokes.
Exagero, diriam alguns. Falta de assunto,
diriam outros. |
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O que aconteceria em Our Love To
Admire seria simples: a questão terninho
X camisa rasgada teria sido supe-rada; e o Interpol
começaria a caminhar longe do furor da onda novo rock do começo do milênio, afinal, agora com produção bastante cuidadosa, a banda deveria arriscar outros rumos. Não é bem isso o que acontece. Há mais complexidade nas músicas: arranjos com mudanças de andamento e texturas variadas. Só que a banda é presa ao contraponto pretensão X despretensão. Há a impressão de que as músicas são como um discurso que não termina nunca e comunicam pouco. O hit “Heinrich Maneuver”, a sincopada “All Fired Up” e a climática “Pioneer To The Falls” são bastante chamativas. Mas fica o amargo: o Interpol poderia (e deveria) ter feito mais.
D.R.
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